Da redação da Módulo FM
Postado em: 27/02/2026
A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito sobre o duplo homicídio seguido de autoextermínio cometido por Thales Machado, então secretário municipal de Itumbiara (GO), ocorrido na madrugada do dia 11 de fevereiro. A conclusão foi apresentada nesta sexta-feira (27), em coletiva na Delegacia Regional, pelo delegado Felipe Sala, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).
Segundo o delegado, Thales matou os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida. Foram ouvidas 24 testemunhas, analisadas imagens de câmeras de segurança e reunidos elementos técnicos, incluindo um laudo pericial com cerca de 60 páginas e mais de 70 fotografias. A investigação também confirmou a compra de combustível horas antes do crime, evidenciando premeditação.
A Polícia Civil aproveitou a coletiva para esclarecer informações falsas que circularam nas redes sociais durante o caso:
- Atribuição de um infarto ao avô das crianças, o prefeito Dione, que não ocorreu;
- Circulação de uma carta atribuída à companheira de Thales, Sara, considerada falsa;
- Alegações de que Sara teria sofrido ameaças durante o funeral, também desmentidas;
- A contratação de um detetive pela esposa de um terceiro, quando na verdade o detetive foi contratado por Thales;
- Suposta participação de uma terceira pessoa na cena do crime, o que não ocorreu, conforme perícia e investigação.
De acordo com a apuração, os disparos ocorreram entre 23h39 e meia-noite, enquanto as crianças estavam dormindo. A arma utilizada, uma pistola registrada em nome de Thales, foi localizada no local, e não houve sinais de arrombamento ou luta corporal.
Segundo o repórter Rodrigo Lima, da Módulo FM de Itumbiara, que acompanhou a coletiva, o delegado detalhou toda a sequência dos fatos e destacou o trabalho técnico das equipes de investigação e da Polícia Técnico-Científica.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil sugeriu o arquivamento do caso, já que o autor morreu, extinguindo a possibilidade de responsabilização penal, conforme prevê o Código Penal. O material foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
O caso teve grande repercussão regional e nacional desde o ocorrido.
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