Da redação da Módulo FM - Foto: Rede Hoje
Postado em: 19/02/2026
O presidente do Conselho Deliberativo do Clube Atlético Patrocinense (CAP), Nivaldo Leal, informou aos jornalistas presentes na reunião realizada na sede do clube, na noite desta quarta-feira (18/02), que foi pego de surpresa com a decisão da antiga diretoria de não permanecer à frente da instituição.
Nos bastidores, Nivaldo revelou que ainda acreditava na possibilidade de um entendimento que garantisse a continuidade do grupo na gestão. Diante da negativa, ficou definida a convocação de novas eleições, caso surja chapa interessada. Segundo ele, o edital será publicado nesta quinta-feira (19/02), com eleição marcada para o dia 2 de março.
A reunião foi convocada pelo ex-presidente do CAP, Fúlvio Eduardo Barbosa, que explicou os motivos da desistência do grupo. De acordo com ele, a decisão foi motivada pela falta de apoio do poder público. Fúlvio relatou que, após diversas reuniões com a administração municipal, não foi possível viabilizar apoio financeiro ao clube. Segundo o prefeito, a Prefeitura não poderia repassar recursos devido a possíveis impedimentos jurídicos. Diante desse cenário, o grupo optou por não assumir a administração.
Durante a reunião, Fúlvio se emocionou ao pedir que a torcida evite críticas a Maurício Cunha. Ele afirmou que defenderá o ex-dirigente de forma permanente e destacou que o retorno do clube às atividades, em 2015, se deve a um grupo liderado por Maurício, atualmente vice-prefeito. Segundo ele, “Maurício não quer misturar política com futebol” e está abalado com a possibilidade de o clube não disputar a competição nesta temporada.
Em seu discurso, Fúlvio reforçou que o grupo não abandonará o clube e demonstrou esperança no surgimento de uma nova diretoria. Em entrevista, também assegurou que não deixou dívidas referentes ao período em que esteve à frente da gestão. “Não deixamos sequer uma dívida dessa nossa gestão, de maio a setembro. Todos os compromissos foram honrados”, afirmou.
Situação do clube
O CAP pode não disputar o Campeonato Mineiro do Módulo II, com início previsto para 30 de maio. O clube enfrenta uma dívida trabalhista acumulada ao longo de gestões anteriores, o que tem dificultado a obtenção de recursos para quitação dos débitos.
Segundo o ex-presidente, para viabilizar a participação no Módulo II seriam necessários cerca de R$ 700 mil. Ele informou que, na última passagem do grupo pela administração — entre maio e setembro — foram pagos aproximadamente R$ 500 mil em débitos trabalhistas. Ainda de acordo com a diretoria de 2025, a dívida remanescente não foi contraída durante essa gestão, mas compromete significativamente a saúde financeira do clube.
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